Até agora não consigo entender a votação obtida pela candidata verde(?) Marina. Não é de fácil entendimento um partido sair das urnas em uma campanha nacional com algo em torno de vinte milhões de votos (20% dos votos válidos) e sua bancada na Câmara Federal não aumentar uma cadeira se quer. Pelo contrário, perdeu uma, entrou com quinze e saiu com quatorze.
Quais foram os motivos fundamentais utilizados por estes eleitores ao sufragarem uma candidata majoritária e negarem-lhe a governabilidade? Pois todos tinham em mente a possibilidade da Marina ascender ao segundo turno e disputar com a candidata situacionista Dilma Rousseff, seria lógico que pelo menos uma parcela significativa votassem na candidata e também em seus candidatos à Dep. Federal e Senadores. O PV saiu desta eleição menor do que a entrada.
Vamos imaginar o cenário, catastrófico, de uma eleição da Marina à Presidente com uma bancada Federal de apenas quatorze Deputados. Com quem ela iria governar? Estaria, ela, muito enganada em ter o PT a seu lado; quem ganha governa, quem perde faz oposição fiscalizatória. Teria sim, o PSDB, DEM, PPS, PTB e parte do PMDB. Ou seja, teria que governar com os ruralistas e ainda pagar caro por seus apoios. Dentro deste cenário, qual seria a real possibilidade dela implementar seu programa de governo fundamentado na sustentabilidade ambientel e em constante litígio com o desenvolvimento do país? Esta possibilidade seria simplesmente zero com esta base de apoio.
Voto não é apenas digitar alguns números e confirmar, é o resultado da sua visão sobre seu bairro, seu município, seu estado, seu país e até mesmo de sua visão de mundo. Não estou querendo mostrar que os eleitores da Marina estavam errados ao cravar seu número, 43; mas quero afirmar que foram absolutamente inconsequentes ao não tentarem dar a ela a possibilidade de sustentação de seu possível governo. A candidatura da Marina fez mal ao PV, ficou menor.